Poemas irônicos, venenosos e sarcásticos: - Azevedo, Álvares de

Sobre o livro

No prefácio do livro, Álvares de Azevedo, de apenas 20 anos, já mostra sua cultura e talento ao advertir o leitor para não ler este livro. “Cuidado, leitor, ao voltar esta página! Aqui dissipa-se o mundo visionário e platônico. Vamos entrar n’um mundo novo, terra fantástica, verdadeira ilha Barataria de D. Quixote, onde Sancho é rei, e vivem Panúrgio, Sir John Falstaff, Bardolph, Fígaro e o Sganarello de D. João Tenório: — a pátria dos sonhos de Cervantes e Shakespeare.” Conhecer sua obra é fundamental para o leitor brasileiro descobrir que o autor, que já era talentoso, seria um dos grandes autores da literatura brasileira se não tivesse morrido tão cedo. Iniciando o livro com o poema Um Cadáver de Poeta, o autor parece prever que não teria uma vida longo ou não acreditar que a poesia pudesse sobreviver à sua morte. Em tom irônico, ele adverte o leitor, ainda no prefácio: “Depois dos poemas épicos, Homero escreveu o poema irônico. Goethe depois de Werther criou o Fausto. Depois de Parisina e o Giaour, de Byron, vem o Cain e Don Juan — Don Juan que começa como Cain pelo amor, e acaba como ele pela descrença venenosa e sarcástica. Agora basta. Ficarás tão adiantado agora, meu leitor, como se não lesses essas páginas, destinadas a não ser lidas. Deus me perdoe! assim é tudo! até os prefácios!”

Ficha técnica

Autor
Azevedo, Álvares de, Álvares de Azevedo
Editora
Vermelho Marinho
Formato
BOOK
Encadernação
Capa comum
ISBN
9788582653449
EAN
9788582653449
Ano de Publicação
2025
Número de Páginas
106
Dimensões
21 x 14 x 0.5 cm
Peso
0.15 kg
Idioma
pt-BR
Edição
1
SKU
5e043ef81409

Histórico de preços

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