Os intelectuais chineses e o regime maoísta: 1956-1957: - Sheng, Shu

Os intelectuais chineses e o regime maoísta: 1956-1957:

R$ 42,15
Ir Para Loja
Ano 2019Páginas 213Formato BOOKISBN 9788547318888

Sobre o livro

Este livro estuda as relações entre os intelectuais chineses e o Regime Maoísta (1949-1976) a partir de um momento histórico especial, 1956-1957. Estudamos conjuntamente os três acontecimentos sequenciais, entrelaçados e frequentemente confundidos um com outro: a Campanha das Cem Flores (janeiro de 1956 ao verão de 1957), a Campanha de Retificação (o verão de 1957) e a Campanha Antidireitista (do verão ao inverno de 1957). Contextualizamos essas campanhas na sua conjuntura histórica especial daquele momento e as consideramos como parte essencial do modus operandi do Regime Maoísta. Para enfrentar as crises ideológicas e políticas causadas pelo relatório secreto de Khrushchev em fevereiro de 1956, Mao Zedong lançou a campanha das Cem Flores em 1956, que foi transformada numa Campanha de Retificação no verão de 1957, convidando os intelectuais chineses para ajudar o Partido Comunista Chinês (PCC) a retificar seu estilo de trabalho. Sendo incentivados por Mao e pelo Partido, os intelectuais, além de criticar os abusos do poder, também reivindicaram a democracia e a liberdade do pensamento. Mao Zedong mandou os jornais e revistas de toda a China publicarem todas as expressões e reivindicações desses intelectuais "convidados", que logo serviriam como provas do crime para o regime identificar e condenar esses críticos como direitistas. No desabrochar das "Cem Flores", no meio da plena Campanha de Retificação, Mao lançou a Campanha Antidireitista sob o pretexto de que os direitistas burgueses aproveitaram as Cem Flores e a Retificação para atacar o Partido. Ele rompeu sua promessa de tolerância e condenou os intelectuais críticos com direitistas. Alguns manifestantes foram mandados para o Campo de Trabalho (os Gulags da China) no início de 1958, onde morreriam de fome e exaustão devido ao desastroso Grande Salto para Frente (1958-1961). Então surgiram as polêmicas: porque Mao esmagou todas as "Cem Flores" logo após um efêmero florescimento? Será que foi uma medida necessária de autodefesa (como afirmava o Partido), ou uma armadilha aberta para "atrair as cobras para fora das tocas"? Quais foram as críticas e reivindicações dos intelectuais? Quais foram as consequências dessa grande repressão aos direitistas? Este livro procura responder a essas perguntas.

Ficha técnica

Autor
Sheng, Shu, Shu Sheng
Editora
Editora Appris
Formato
BOOK
Encadernação
Capa comum
ISBN
9788547318888
EAN
9788547318888
Ano de Publicação
2019
Número de Páginas
213
Dimensões
23 x 16 x 0.2 cm
Peso
0.2 kg
Idioma
pt-BR
Edição
1
SKU
a8cf9424d410

Histórico de preços