Sobre o livro
Ao ler os aforismos de O dia e a noite, Roberto Bolaño não hesitou: este é “um livro precioso”. Redigidos ao longo de décadas e publicados depois da Segunda Guerra Mundial, os pensamentos de Georges Braque (1882-1963) são fruto de uma lenta decantação verbal de sua experiência humana e artística. Pois Braque, nome central da pintura moderna, parceiro de Picasso na aventura do cubismo, artista fértil e longevo, foi também homem de letras. Próximo de grandes poetas como Pierre Reverdy e René Char, leitor patente da longa tradição francesa das máximas e sentenças, o pintor é capaz tanto de formulações oraculares (“Sensação, revelação” ou “O perpétuo e seu sussurro de nascente”) como de apontamentos sibilinos (“O conformismo começa pela defi nição” ou “As provas exaurem a verdade”). Mas o leitor não encontrará aqui um corpo organizado de doutrina, pois o essencial para Braque é “ter sempre duas ideias, uma para destruir a outra” e, com isso, estar à altura do mandamento máximo para a vida e para a criação: “manter a cabeça livre: estar presente”. Atingido esse estado, extintas “todas as veleidades”, nós talvez percebamos que “tudo é sono ao nosso redor” – e que “a realidade só se revela quando iluminada por um raio poético”.
Texto em apêndice de Brassaï
Ficha técnica
- Autor
- Braque, Georges, Braque, Georges, Georges Braque
- Editora
- Editora 34
- Formato
- Book
- Encadernação
- Capa comum
- ISBN
- 9786555252095
- EAN
- 9786555252095
- Ano de Publicação
- 2025
- Número de Páginas
- 64
- Dimensões
- 20.5 x 13 x 1 cm
- Peso
- 0.102 kg
- Idioma
- pt-BR
- Edição
- 1ª
- SKU
- 820b512bb645





