O boulevard da república: um boulevard-cais na Amazônia: - Nunes, Marcia Cristina Ribeiro Gonçalves

O boulevard da república: um boulevard-cais na Amazônia:

R$ 47,88
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Ano 2020Páginas 333Formato BOOKISBN 9788547343088

Sobre o livro

Na cidade haussmanniana constrói-se uma imagem urbana que se assemelhava à modernidade onde estavam vinculadas o traçado e o calçamento das vias públicas, um novo tipo de arquitetura definida, em que o imóvel integra-se no espaço público por meio de uma projetação regulamentada. Antônio Lemos assume a Intendência de Belém pelo período de 1897 a 1911 e adota um espelho de urbanismo do "tipo haussmanniano", conforme conceituou Pierre Pinon: um urbanismo idealizado para uma realidade amazônica, com condições geográficas, climáticas, governamental e populacional totalmente diferentes de Paris. O espaço público - a rua, o passeio, as edificações e as praças, o espaço da mobilidade - será percebido no Boulevard da República à beira da Baía do Guajará. O glamour desse boulevard-cais era totalmente diferente de um boulevard parisiense. Saem as vitrines chiques com seus espelhos e vidros e entram em cena o porto e os mercados da cidade - o Mercado de Peixe e o Mercado de Carne, um empório comercial. No porto o movimento era em função da chegada de estrangeiros, dos estivadores, dos carregadores de produtos importados e exportados, dos serviços de trabalhadores estrangeiros que traziam a nova técnica de edificação à Belém que se fazia civilizada. Os mercados e as casas comerciais fazem dele uma "praça" em que as relações sociais são produzidas tendo por referência o dinheiro, elo essencial entre os indivíduos modernos. Local em que transitam pela rua pavimentada de paralelepípedos ex-escravos, as classes trabalhadoras, mãos de obra importadas para os serviços de infraestrutura da cidade, transitam as empregadas domésticas que vão fazer compra, os portugueses com cesto na cabeça, a vendedora de cheiro e gente que chega do interior, gente que chega do seringal e gente muito bem vestida porque as casas financistas, as casas aviadoras estavam nesse circuito. Em termos de movimentação social, em razão das atividades comerciais e portuárias ele se tornou um local de circulação intensa da diversidade da população que circulava e de mercadorias, porque tinham casas de tudo ali: casas de consignações, casas de ferragens, exportadores, importadores, hotéis etc., todos misturados e convivendo da mesma forma. E por meio do boulevard-cais, chega a modernidade a Belém.

Ficha técnica

Autor
Nunes, Marcia Cristina Ribeiro Gonçalves, Marcia Cristina Ribeiro Gonçalves Nunes
Editora
Editora Appris
Formato
BOOK
Encadernação
Capa comum
ISBN
9788547343088
EAN
9788547343088
Ano de Publicação
2020
Número de Páginas
333
Dimensões
27 x 21 x 0.2 cm
Peso
0.2 kg
Idioma
pt-BR
Edição
1
SKU
bd40cd97e209

Histórico de preços