Mãos à horta - Ferreira
Livros

Mãos à horta

Ano 2016Páginas 328Formato BOOKISBN 9789897231964

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Sobre o livro

Quando há obras, estas de reparação e conservação, o que uma casa contém é susceptível de ser visto de outros pontos de vista ou até de nenhum, em face da desarrumação que então se gera para que o trabalho de pedreiro, de trolha e, mais para o fim, de pintor possa avançar. Na recolocação das coisas pode dar-se o caso de ter de se ponderar não tanto o que merece a pena conservar mas mais o modo como se hão-de guardar livros, se os há, álbuns, memórias que hão-de casar com o presente e esboçar futuro não premeditado. Aqui não podemos ficar pela capa adivinhando o conteúdo, a substância porventura parecendo passar ao lado em face de vivências outras que o mundo e a vida foram impondo. Acontece que a história não se nos oferece no modo linear. É assim que, de tempos a tempos, volta à liça este ou aquele assunto, esta e aquela ideia como que ressuscitando e fazendo de nós observadores daquilo que, tendo-se exprimido no seu tempo e a seu modo, pode agora, mais distanciadamente, constituir-se como uma espécie de motor de segunda ordem, não querendo isto significar que assim vê desde logo a sua importância diminuída mas antes dando conta de um outro plano que admita o modo vagaroso mas não desprovido de orientação e rumo, já que, em última análise, sempre se volta ao mesmo. Este é, em certo sentido, o plano do interior, não diremos maltratado mas tão apenas, e de certo modo bem, arredado das magnas assembleias com ou sem direito a contraditório. Quem viva o rigor do inverno e o pino do verão, sem por eles passar com demasiada pressa de chegar à meia estação, há-de poder reparar nos agentes do movimento. Debaixo do céu, nalgumas noites estrelado, além do alumiar do sol (sempre em brasa lá onde está) e da lua (fonte de mistério, ainda hoje), da ventania e das geadas brutais, chuva, granizo e nevoeiro, dia e noite, debaixo dessa abóbada, atravessando-a em todas as direcções, há o animal e só depois a planta e só depois a pedra, ou, como diria o nosso amigo asinino, primeiro a pedra, para que dela saia a água que ajuda a conservar para as precisões e com esta, logo de seguida, a vida desperte melhor. E também o fogo. E aquele modo ora temperado ora destemperado que, modulando vidas, faz as coisas acontecerem, por vezes com paciência ou jeito de burro, por que não? O mundo, afinal, não é ocupado por inteiro pelos chamados, um tanto ambiguamente, espertos. Os burros sabem o caminho. Este livro apresenta uma abordagem do asinino que, partindo do facto de se atribuírem a este animal, convencionalmente, serviços menores, muita teimosia e «burrice», desmonta esse ponto de vista com argumentos que procuram convencer o leitor a posicionar-se, na matéria em causa, de modo diferente. Inclui também dados estatísticos bastante exaustivos no que aos concelhos e povoações do distrito de Bragança diz respeito. Carlos Sambade

Ficha técnica

Autor
Ferreira, Barreiro, Graça, Maria Elvira
Editora
Zamboni Books
Formato
BOOK
ISBN
9789897231964
EAN
9789897231964
Ano de Publicação
2016
Número de Páginas
328
Dimensões
27 x 17 x 2 cm
Peso
1.03 kg
Idioma
pt-BR
Edição
1
SKU
9789897231964
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