
Convívio e sobrevivência: coproduzindo a ordem prisional brasileira
Sobre o livro
As autoridades penitenciárias brasileiras seguidamente deixam de cumprir normas internacionais sobre condições mínimas de encarceramento, o que é ressaltado em investigações nacionais e internacionais sobre direitos humanos, uma após outra. O sofrimento do preso médio brasileiro é corretamente trazido à atenção do público. Na mais completa exposição internacional da precariedade das prisões brasileiras das últimas décadas, a Human Rights Watch (1998) revelou índices extraordinariamente altos de ocupação de celas, carência de funcionários, violência e saúde precária na maioria dos estabelecimentos visitados por sua equipe de pesquisadores. Seu relatório recomendou a redução no uso do encarceramento; o aumento nos investimentos em infraestrutura e serviços; e maiores investigações sobre acusações de espancamentos punitivos por parte de polícias de choque e guardas. Para reduzir os níveis de violência entre os internos, recomendou o aumento no número de funcionários; unidades prisionais separadas para presos violentos e não-violentos; e que “aos presos jamais se confiram responsabilidades pela segurança interna, não devendo ser colocados em posições de poder uns sobre os outros, ainda que informalmente” (Human Rights Watch 1998: 7). A análise sobre a colaboração e a auto governança dos internos, que ofereci nos capítulos precedentes, pareceria fora de lugar diante dessa última conclusão centrada em políticas penitenciárias.
Ficha técnica
- Autor
- Darke, Sacha (Autor), Ávila, Gustavo Noronha de (Coordenador), Gomes, Marcus Alan, Sacha Darke
- Editora
- Editora D'Plácido, Editora D'Plácido
- Formato
- BOOK
- Encadernação
- Capa comum
- ISBN
- 9786580444717
- EAN
- 9786580444717
- Ano de Publicação
- 2019
- Número de Páginas
- 414
- Dimensões
- 21 x 14 x 2.07 cm
- Peso
- 0.47 kg
- Idioma
- pt-BR
- Edição
- 1
- SKU
- b524a9db51f7





