José Lins do Rego (1901-1957) foi um dos mais importantes escritores brasileiros do século XX, notabilizando-se por sua obra regionalista. Nascido em Pilar, Paraíba, sua literatura é profundamente enraizada nas experiências da infância e juventude nos engenhos de açúcar do Nordeste. Ele é amplamente reconhecido pelo "Ciclo da Cana-de-Açúcar", que inclui romances seminais como "Menino de Engenho", "Doidinho" e "Banguê", nos quais retrata a decadência do sistema patriarcal e as transformações sociais da região. Sua prosa, de caráter memorialista e autobiográfico, combina a oralidade popular com uma linguagem rica e fluida. Além de romancista, atuou como jornalista e crítico literário, sendo eleito para a Academia Brasileira de Letras em 1955, consolidando seu legado na literatura nacional.