Aporia:
Sobre o livro
*** É morto? Apresenta-se distante e cuspindo estrelas dançantes. Equipado pelas genealogias, e talvez apreciador de taxidermia. É morto? Preparado pela passagem do noviciado, entrega-se. E a revelação por meio do tiro. É assassinado, vítima de engano ou vingança, entrelaçado nesta aporia. Está vivo? Epopeia aporética, fragmentária e hiperbólica, onde a musa está ausente, e quando descoberta está de joelhos, ganhando a vida com boquetes. Discurso de um moribundo, entrecortando o tempo, entrega-se ao mundo, consumindo e por ele absorvido. Mundo amalgama de mortos e vivos. Ultrapassa o espaço do papel do “branco/infinito/circunscrito”, em sincopado ritmo, e querendo sinfonia, entrega-se ao barulho. Instrumento desta aporia, é menos do que mais importa: o “mundo”, entenda-se o “humano”, enquanto mundo se desfaz, cravando os corpos de cicatrizes. Pois há corpos e corpos. E que nem quando os corpos estão mortos, no fundo são iguais, com o desequilíbrio do lucro. *** É uma contradição insolúvel, ou uma dificuldade impossível, para o pensamento. Por exemplo, a questão da origem do ser é uma aporia: porque toda origem supõe o ser, e portanto, não poderia ser explicada. A aporia é uma espécie de enigma, mas considerado de um ponto de vista mais lógico do que mágico ou espiritual. É um problema que renunciamos a resolver, pelo menos provisoriamente, ou um mistério que nos recusamos a adorar. COMTE–SPONVILLE, André. Dicionário Filosófico. Tradução de Eduardo Brandão. São Paulo: Martins Fontes, 2003. ***
Ficha técnica
- Autor
- Velosa, Bruno, Bruno Velosa
- Editora
- Kotter Editorial
- Formato
- BOOK
- ISBN
- 9786553612273
- EAN
- 9786553612273
- Ano de Publicação
- 2023
- Número de Páginas
- 132
- Dimensões
- 21 x 15 x 2 cm
- Peso
- 0.25 kg
- Idioma
- pt-BR
- Edição
- 1
- SKU
- c5a9bac0cc02





