
A longa vida da natureza-morta: gênero, segregação, subversão
Sobre o livro
A arte é frequentemente organizada em hierarquias injustas, comandadas por detentores de discursos hegemônicos que ecoam e persistem ao longo do tempo. Nessa lógica, a natureza-morta nos dá um exemplo de politização e subversão. Se em sua origem ela foi menosprezada pelas academias de arte que a colocaram em último lugar de importância entre os demais gêneros pictóricos, sob o argumento de que o valor residia em obras que se ocupavam do movimento de cavaleiros e lutas, ainda hoje, mesmo com as revisões do romantismo, da modernidade e as flexibilizações da contemporaneidade, não é raro vê-la encaixada em uma outra forma de ranking atual, que valoriza uma dita “arte política” em detrimento de uma “arte estética”. Não é intuito aqui discorrer sobre os conceitos e particularidades de cada uma, mas de questionar segmentações que parecem ainda insistir em incomodar. Considerando a pintura como território político, o deslocamento da natureza- morta no tempo diz muito, não apenas sobre a história da arte canonizada, mas também sobre as estruturas sociais do ocidente eurocêntrico que ainda reverberam no Brasil, e sobre formas de resistência e contestação de atores segregados. Para os que consideram a natureza-morta entediante, este livro é essencial. Depois de ler A longa vida da natureza-morta, nenhuma obra que envolve objetos inanimados será diminuída, seja ela uma pintura a óleo de flores ou uma instalação com animais empalhados.
Ficha técnica
- Autor
- Pina, Raisa Ramos de, Raisa Ramos de Pina, Pina, Raisa Ramos de
- Editora
- Editora Appris, Appris Editora
- Formato
- BOOK
- Encadernação
- Capa comum
- ISBN
- 9786555231557
- EAN
- 9786555231557
- Ano de Publicação
- 2020
- Número de Páginas
- 109
- Dimensões
- 23 x 16 x 2 cm
- Peso
- 0.2 kg
- Idioma
- pt-BR
- Edição
- 1
- SKU
- b9896adf0e21





