
Voto plural e governança corporativa no Brasil - Uma perspectiva comparada:
Sobre o livro
No ano seguinte à proibição do voto plural no Brasil, já o sabia Ernesto Leme não ser aquela a discussão final sobre o assunto. Mesmo porque, como acrescentou à época (1933), agora é que estaríamos balbuciando a primeira palavra. Dessa forma, quase um século após a vedação e em meio a críticas recentes, a chamada Lei de Melhoria do Ambiente de Negócios, Lei Ordinária nº. 14.195/2021, consagrou de vez o regime privilegiado de voto no país e com ele mais uma forma de estabilização interna do poder de controle com parcela de recursos inferior à maioria do capital social. Forma esta que, evidentemente, se singulariza perante outros mecanismos de dissociação entre poder e propriedade, mas que se insere num plano jurídico mais abrangente de instrumentos de influência e dominação. É sobre essa mudança que trata o presente estudo, aqui enquadrada em sua dimensão histórica e à luz da experiência estrangeira, resgatando os interesses e o jogo institucional envolvidos no debate, ao mesmo tempo em que oferece um panorama sobre o voto plural ao redor do mundo. Com isso, busca-se avaliar como o modelo brasileiro se particulariza em relação a outras jurisdições, quer pelo número máximo de votos por ação, quer pela constuição de salvaguardas ao privilégio, ocasião na qual serão analisados os efeitos de cláusulas temporais (time-based sunsets); cláusulas baseadas em eventos (event-based sunset); cláusulas fiduciárias; cláusulas de desempenho e cláusulas de desinvestimento.
Ficha técnica
- Autor
- Nunes, Daniel Barbosa, Daniel Barbosa Nunes
- Editora
- Editora Processo, propcesso
- Formato
- BOOK
- Encadernação
- Capa comum
- ISBN
- 9786553781344
- EAN
- 9786553781344
- Ano de Publicação
- 2024
- Número de Páginas
- 292
- Dimensões
- 23 x 15.5 x 3 cm
- Peso
- 0.415 kg
- Idioma
- pt-BR
- Edição
- 1
- SKU
- 48dab3c87b4f





