Foi com UM CÃO UIVANDO PARA A LUA que Antônio Torres estreou na literatura, em 1972, sendo imediatamente aclamado como "um talento explosivo" (Leo Gilson Ribeiro, revista Veja), "um senhor ficcionista", segundo Jorge Amado, e "a estréia mais significativa" daquele ano (Hélio Pólvora, Jornal do Brasil). UM CÃO UIVANDO PARA A LUA fez mais do que surpreender os meios literários foi também um sucesso de público. A crítica o recebeu com um entusiasmo raro para um estreante, destacando a coragem do seu depoimento e a força da sua linguagem, cuja "sadia agressividade" servia de forma adequada à contundente mensagem da trama. Lançado por uma pequena editora chamada Gernasa, UM CÃO UIVANDO PARA A LUA viria a causar um grande impacto. Foi saudado pelo jornal O Estado de S. Paulo como "a revelação do ano". Para rememorar esta "estréia tão feliz", nas palavras de Aguinaldo Silva, no extinto Opinião, vejamos o que disse O Globo deste livro, em 26 de novembro de 1972 "Ninguém sabia quem era Antônio Torres, embora este seja uma das maiores revelações de escritor surgidas no Brasil ultimamente. Este romance de estréia tem uma força surpreendente e atinge em certos trechos a altura da melhor ficção nacional. A linguagem realista, seca e coloquial, e a riqueza de situações fazem esperar desse autor obras ainda mais importantes." O que se confirmou. Hoje, com mais de uma dezena de títulos publicados, Antônio Torres figura entre os escritores brasileiros mais respeitados e mais lidos, com muitos prêmios, sucessivas edições, traduções em vários países e condecorado pelo governo francês como Chevalier des Arts et des Lettres. Mas tudo começou mesmo foi com este UM CÃO UIVANDO PARA A LUA, há trinta anos, "a feliz estréia", "o uivo de uma geração", que a Record relança agora em edição comemorativa. Antônio Torres nasceu em 13 de setembro de 1940 em Junco, um povoado no interior da Bahia. Estudou em Alagoinhas e Salvador, onde ingressou no Jornal da Bahia. Aos 20 anos mudou se para São Paulo, onde foi repórter e chefe de reportagem do caderno de esportes do jornal Última Hora. Trocou o jornalismo pela publicidade, trabalhando como redator publicitário em grandes agências brasileiras. Estreou na literatura em 1972, com o romance Um cão uivando para a lua. Em 1976, publicou Essa terra, seu maior sucesso, que já foi traduzido para o francês, espanhol, italiano, alemão, hebraico e holandês. Também é autor de Balada da infância perdida, Os homens de pés redondos, Carta ao bispo, Adeus, velho, O centro das nossas desatenções, O cachorro e o lobo, O circo no Brasil, Meninos, eu conto e Meu querido canibal. Em 1998, foi condecorado pelo governo francês como Chevalier des Arts et des Lettres. Em 1987, recebeu o prêmio Romance do Ano do Pen Clube do Brasil por Balada da infância perdida e em 1997 o prêmio hors concours de Romance da União Brasileira de Escritores por O cachorro e o lobo. Meu querido canibal lhe rendeu o Prêmio Zaffari & Bourbon da Jornada Literária de Passo Fundo, em 2001. "Antônio Torres, longe de esquecer suas origens e sua terra, a elas retorna por meio da ficção, inserindo as na geografia literária." Jornal da Tarde "O trabalho de Torres é um desafio, oferece uma maravilhosa oportunidade para aprender sobre pessoas e culturas que nos compreendem mais do que nós a elas." Los Angeles Times Book Review "Não há no trabalho de Torres nenhum rastro de pieguice. Ao contrário, toda emoção é burilada com bom humor e uma dose de elegante ironia." Revista Isto É "O livro é excelente. Gostei muito. Antônio Torres é um senhor ficcionista e tenho certeza que irá muito longe." Jorge Amado "Um cão uivando para a lua é um desses livros raros, que não se consegue deixar de lado antes do fim. Violento, envolvente e, sempre, terrivelmente sincero." Caio Fernando Abreu "Trata se de uma experiência muito bem sucedida, fundindo uma literatura urbana ultra sofisticada com um regionalismo inteiramente despojado dos cacoetes tradicionais do gênero um grande livro." Marcos Santarrita