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Solfejo de cores: - Bachiega, Leonardo

Solfejo de cores:

R$ 44,32
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Ano 2021Páginas 120Formato BOOKISBN 9786586526745

Sobre o livro

UMA MARÉ QUE SE COLA À LÍNGUA É uma alegria imensa poder escrever sobre a obra de Leonardo Bachiega, arquitecto e, muito possivelmente, um dos grandes nomes da moderna poética brasileira. A sua obra vem, paulatinamente, a construir-se, a desconstruir-se, a se humanizar cada vez mais, num discurso poético belíssimo, visceral, luminoso, mas também com a sombra que toda a poesia verdadeira deve ter. O seu mais recente livro de poemas, Solfejo de cores, é uma maré que se cola à língua. Uma maré que dialoga com o trabalho de outros autores, numa samplagem e num solfejo de cores bastante original, criando um retalho de criação e de palavras muito interessante. É evocado o trabalho de e. e. cummings, Ungaretti, mas também de Raul Bopp e da sua Cobra Norato, especialmente na primeira parte do livro, “fio irmão”. Talvez esse solfejo de cores / ou esse fio irmão seja essa cobra da floresta, com muitas cores, mas também com os pequenos escuros que a fazem esconder na penumbra. E é de um diálogo entre a penumbra e a mais amorosa luminosidade que é feito este livro. A ausência que é feita de presença. O pranto que se reflecte nos elementos naturais e a naturalidade das árvores, das flores, das montanhas e das águas que se reflecte nas palavras. De uma certa forma, a poesia de Bachiega lembra-me a palavra nocturna dos místicos, como São João da Cruz, que vivem a melancolia, a noite, a madrugada antes do mergulho sereno e sofrido na mais bela alba / alva. E alba é aqui uma palavra que está presente de uma forma consistente. E também Caeiro como no conjunto de poemas “reflexões sobre o ruído de caeiro e mundo lento”. A poesia de Bachiega é uma poesia de ausência. Uma ausência que, talvez, se traduza numa presença fortíssima. E não só da linguagem e da figura do poeta, mas também do humano que se faz nessa ausência e que se questiona cada vez mais a sua humanidade e o seu temor / amor perante a paisagem, paisagem essa que é o Aberto de Rilke. Este livro é o Aberto de Rilke que nos questiona sempre através da linguagem e da expressão da existência. A poesia de Bachiega é uma poesia da natureza, mas de uma natureza que une a morte com o vôo das aves: “Meu desejo dormir e acordar / em um cemitério marinho”, que alimenta as pombas, mas que também alimenta o coveiro. Uma poética que abre a noite e o cemitério, mas que nos restitui à luz que a pomba nos entrega. Uma pomba que, talvez, habite, uma janela demorada junto à amurada do abismo, mas que sabe que, só através do amor e da Amada, do silêncio e da paisagem, pode escrever o mundo com verdade. Jorge Vicente

Ficha técnica

Autor
Bachiega, Leonardo, Leonardo Bachiega
Editora
Kotter Editorial
Formato
BOOK
Encadernação
Capa comum
ISBN
9786586526745
EAN
9786586526745
Ano de Publicação
2021
Número de Páginas
120
Dimensões
23 x 16 x 1 cm
Peso
0.18 kg
Idioma
pt-BR
Edição
1
SKU
8dfff030a7d5

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