Rui barbosa leitor de john ruskin: o ensino do desenho como política de industrialização: - Amaral, Claudio Silveira

Rui barbosa leitor de john ruskin: o ensino do desenho como política de industrialização:

R$ 60,00
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Ano 2020Páginas 127Formato BOOKISBN 9788547345754

Sobre o livro

A intenção desta obra é estabelecer uma relação entre as propostas da Política do Ensino do Desenho e da Política de Industrialização, ambas de autoria do polímata (jurista, político, diplomata, escritor, filólogo, tradutor e orador) Rui Barbosa (1849-1923), e os escritos do crítico de arte inglês John Ruskin (1819-1900). Rui Barbosa foi influenciado por uma série de autores cuja afinidade ideológica circunscrevia-se às categorias maiúsculas do Iluminismo: Lógica, Razão, Objetividade, Natureza, Ciência, Progresso, Indústria. John Ruskin, considerado pela crítica da Arquitetura Moderna como um neogótico e adverso à Revolução Industrial, será abordado aqui como adepto dos valores do Iluminismo e não como um medievalista pregador da volta ao sistema feudal de produção. Rui Barbosa, possivelmente, conheceu as ideias de Ruskin a partir de suas críticas à Exposição Universal de Londres de 1851, e do que observou como ausência de arte nos produtos industriais. Na industrialização, a questão estética foi, para Ruskin, não apenas do desenho do produto, mas também e fundamentalmente das relações estabelecidas no processo produtivo. As ideias de Ruskin têm por base uma filosofia da Natureza cuja lógica evidencia-se no relacionamento da política da ajuda mútua: cada elemento natural ajuda o outro para garantir sua existência. Essa seria, segundo Ruskin, a lógica da Natureza e também sua ética. Ruskin estendeu sua filosofia da Natureza para as relações sociais e as relações produtivas, o que levou o arquiteto, designer e empreendedor Charles Robert Ashbee (1863-1942) a implantar uma fábrica de propriedade cooperativa com base nos escritos de Ruskin, bem como nos do designer têxtil, poeta, novelista, tradutor e militante socialista William Morris (1834-1896). Rui Barbosa partiu dessas críticas à Revolução Industrial, mas não chegou a definir um modelo ideal de unidade fabril. Tampouco Ruskin o fez. De fato, Rui Barbosa definiu um tipo de operário: aquele que pensa e faz da maneira como recomendaria Ruskin.

Ficha técnica

Autor
Amaral, Claudio Silveira, Claudio Silveira Amaral
Editora
Editora Appris
Formato
BOOK
ISBN
9788547345754
EAN
9788547345754
Ano de Publicação
2020
Número de Páginas
127
Dimensões
21 x 14.8 x 0.2 cm
Peso
0.2 kg
Idioma
pt-BR
Edição
1
SKU
d50c8bfc7a95

Histórico de preços