
Religião e estado no Brasil: análise histórico-constitucional
Sobre o livro
Hoje parece difícil compreender que os padres católicos já foram considerados funcionários públicos, ligados à estrutura administrativa do Estado. Também soa estranho que a elite imperial do Brasil do século XIX, formada em sua maior parte por juristas, tivesse o dever de manter um Estado recém independente e sua religião oficial, ao mesmo tempo em que estava preocupada em garantir liberdade religiosa e diferenciar os papéis da Igreja Católica e da Administração Pública ainda em formação. A pesquisa que deu origem ao livro teve por finalidade contextualizar e resgatar os debates jurídicos em torno do processo de secularização do Estado brasileiro no século XIX. A investigação recaiu sobre temas caros à vida cotidiana em um período que antecedeu a questão religiosa de 1873, crise aberta entre o Estado e a Igreja Católica que passaria a engrossar o caldo cultural contra a Monarquia. Como em toda obra historiográfica, aqui são desfeitos pequenos mitos que permeiam o senso comum, como as ideias de que não havia liberdade religiosa no Império, a ideia de que o liberalismo não combinava com uma religião oficial ou a de que a forma republicana de governo não seria conciliável com uma religião oficial.
Ficha técnica
- Autor
- Obeid, Rafael Issa, Rafael Issa Obeid
- Editora
- Editora Alta Books
- Formato
- EBOOK
- ISBN
- 9786556277370
- EAN
- 9786556277370
- Ano de Publicação
- 2024
- Número de Páginas
- 152
- Dimensões
- x x cm
- Idioma
- pt-BR
- Edição
- 1
- SKU
- 9786556277370





