Procurando Pessoa: - Abrão, José Alfredo Santos

Procurando Pessoa:

R$ 32,36
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Ano 2020Páginas 84Formato BookISBN 9786586526073

Sobre o livro

O anjo (ou criatura superior a maniqueísmos), narrador desta novela de José Alfredo Santos Abrão, persegue Fernando Pessoa, que é perseguido pelo mago hedonista Aleister Crowley. Crowley, que foi considerado pela imprensa britânica como “o homem mais ímpio do mundo”, por sua defesa herética da liberdade individual e espiritual numa Inglaterra anglicana, extremamente conservadora, cunhou a célebre frase cantada por Raul Seixas: “Faze o que tu queres, há de ser tudo da Lei”. É nessa condição de ocultista libertário que Crowley, na novela que o leitor tem em mãos, vai a Lisboa ao encontro de Fernando Pessoa – como de fato o foi, em 1930, movido por uma carta que o poeta lhe enviou, corrigindo dados astrológicos do grande mago. O encontro, narrado com um misto de pudor e encantamento pelo anjo amoroso criado por José Alfredo (identificável em certa medida com o próprio autor), é explosivo: Crowley, entre partidas de xadrez com o ainda obscuro gênio poético, propõe a Pessoa um jogo mais perigoso. Quer dar um xeque-mate no verdadeiro rei dos homens tolos, a realidade. Em resumo, propõe ao bardo (aos bardos, porque Pessoa, como sabemos, é a difração de um homem na humanidade) que seja cúmplice de seu suicídio. O detalhe é que o suicídio será ficção, como sói acontecer no mundo manhosamente transversal dos magos e poetas. A proposta inclui um pedido: Pessoa escreverá uma novela policial sobre o falso suicídio, a qual, sendo Crowley um homem famoso, tornar-se-á um best-seller e os deixará ricos. Irrefletidamente, levado pela coceira na mão e pelo arrogante entusiasmo do mago, o poeta concorda com o plano. Eles simulam e divulgam o suicídio (na vida real, havia um jornalista mancomunado com o poeta e o mago). Mas a meio caminho da escrita da novela policial, Pessoa desiste de tudo e, com a ajuda de sua amiga Ophelia Queiroz, elabora um plano B: irá sumir, metamorfoseando-se em seus heterônimos. Crowley, irado, passa a perseguir o ortônimo, mas descobre que para isso terá que sair no encalço de Álvaro de Campos, Ricardo Reis, Alberto Caeiro… Em outras palavras, o leitor se perde junto com Crowley, vítima dessa espécie de uso “diversionista” dos heterônimos. Para o bem da “realidade”, a novela de José Alfredo nos leva ao ambiente mirífico de criaturas que, diante de um mundo estupidamente materialista, viveram como personagens salvadores de si mesmos. Aos anti-heróis sublimes, que subvertem a submissão à ordem e à racionalidade, para ressumar este “nada que é tudo”, este ímã indefinível e constelado que são os mitos. Marcos Pamplona

Ficha técnica

Autor
Abrão, José Alfredo Santos, Abrão, José Alfredo Santos, José Alfredo Santos Abrão
Editora
Kotter Editorial
Formato
Book
Encadernação
Capa comum
ISBN
9786586526073
EAN
9786586526073
Ano de Publicação
2020
Número de Páginas
84
Dimensões
23 x 16 x 1 cm
Peso
0.14 kg
Idioma
pt-BR
Edição
SKU
8ea672223d69

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