
Pornotopia: um ensaio sobre a arquitetura e a biopolítica da playboy
Sobre o livro
O que uma das revistas mais marcantes e polêmicas do século XX tem a nos revelar para além da nudez de mulheres famosas? Com seu pensamento insurgente, Preciado analisa a revista Playboy e faz uma radiografia da masculinidade moderna e da espetacularização da intimidade. Em Pornotopia, Preciado discute como a revista Playboy, ao trazer colunas sobre moda, arquitetura e música no pós-guerra, contribuiu para a produção de uma masculinidade moderna, heterossexual e branca que desejava se ver livre das amarras do casamento, não queria ser herói e buscava se apropriar do ambiente doméstico a partir do consumo e do prazer. Lançada em 1953, a revista tornou-se rapidamente o periódico de maior circulação nos EUA. Preciado revela como ela propagou um novo modo de vida para os homens representado pela alcunha de “playboy”. Num momento em que o feminismo ganhava mais força, a Playboy fez um strip-tease da vida de adolescentes brancos de classe média “de todas as idades, escancarando as janelas para dimensões da sexualidade que se mantinham privadas. Pornotopia é, então, o regime de uma performance em que a relação entre arquitetura, gênero e sexualidade é peça-chave para entender um mundo em que a intimidade se torna um produto rentável nas redes sociais e reality shows, nos quais homens “adolescentes de todas as idades” buscam manter a soberania masculina a partir de novas ficções multimídias de si mesmos.
Ficha técnica
- Autor
- Paul B. Preciado
- Editora
- Companhia das Letras
- Formato
- BOOK
- Encadernação
- Capa comum
- ISBN
- 9786559792191
- EAN
- 9786559792191
- Ano de Publicação
- 2025
- Número de Páginas
- 352
- Dimensões
- 21 x 14 x 2 cm
- Peso
- 0.43 kg
- Idioma
- pt-BR
- Edição
- 1





