É possível aprender com a dor, mas na dor nunca se ensina. Por isso, é preciso esperar a ação do tempo, olhar para os machucados com coragem e desejo de transformar o sofrimento em palavras que podem dar sentido à vida. É o que faz Anna Claudia quando narra a violência sofrida pela tia e silenciada durante 70 anos.
Autora e personagem contam suas histórias na primeira pessoa, como se fosse única a voz de todas as mulheres que devem ter o direito de limpar as feridas, olhar para as cicatrizes e, ainda assim, seguir adiante.
Texto lindo e corajoso!
Andréa Pachá
Escritora e desembargadora