Entre no mundo de OSGEMEOS, os gêmeos brasileiros que impulsionam a cultura internacional do grafite.
A arte contemporânea às vezes é considerada uma questão austera: ascética na paleta, séria no tom, um assunto para contemplação sóbria. Esse estereótipo é explodido — em êxtase e em cores — pelo trabalho de OSGEMEOS, artistas brasileiros gêmeos pioneiros com uma prática tão firmemente enraizada no mundo de quebra de regras do grafite urbano quanto nas esferas elevadas de museus e galerias. Gustavo e Otavio Pandolfo empunharam suas latas de spray pela primeira vez (e giraram seus discos e dançaram break com amigos) na cena hip-hop de São Paulo das décadas de 1980 e 1990, extraindo daquele ambiente vibrante a lição de que a arte está no seu melhor, e mais significativa, quando todos são convidados para a festa.
Combinando elementos históricos e contemporâneos da sociedade brasileira com grafite, hip-hop e cultura jovem, OSGEMEOS: Endless Story estende um convite ao amplo corpo de trabalho dos artistas, que abrange murais, pinturas, esculturas, instalações e vídeos, todos usando uma linguagem visual simbólica, muitas vezes inspirada em sonhos.
Reconhecidos por seus personagens amarelos esguios — vistos dançando, escrevendo grafites, interagindo com seus cenários urbanos e se estendendo por prédios e vagões de trem em todo o mundo — OSGEMEOS cria obras que convidam os leitores a um mundo surreal e quimérico repleto de motivos que sinalizam acesso a outro reino ou à psique profunda. Este mundo de fantasia, que eles chamam de Tritrez, é o ápice de sua visão: uma terra de maravilhas que reflete a natureza diversa do próprio Brasil.
OSGEMEOS: Endless Story , a primeira grande monografia em inglês dos artistas, será acompanhada por sua primeira exposição panorâmica nos EUA e sua maior mostra nos EUA até o momento, em exibição no Hirshhorn Museum and Sculpture Garden em Washington, DC, de maio de 2024 a julho de 2025. O livro ganha uma terceira dimensão por meio da tecnologia Hirshhorn Eye (Hi): os leitores podem ativar, via smartphone, vídeos dos artistas e dos curadores da exposição discutindo as obras no livro e na mostra.