O uso do punhal: - Faria, Álvaro Alves de

O uso do punhal:

R$ 34,90
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Ano 2013Páginas 96Formato BOOKISBN 9788575314784

Sobre o livro

Para William Empson (Seven types of ambiguity), a consciência do poeta moderno é palco do interminável embate entre contrários que se atraem e se repelem: a poesia é o reduto definitivo da ambiguidade. O uso do punhal (selo Escrituras, ilustrações de Sérgio Gomes), de Álvaro Alves de Faria, se prestaria admiravelmente a que o crítico norte-americano reforçasse a sua tese, incluindo o poeta brasileiro no seleto grupo formado por Walt Whitman, William C. Williams, W. Stevens, T. S. Eliot e outros.Essa ambiguidade, em destaque no texto das orelhas do livro, escrita por Carlos Felipe Moisés, é representada “de um lado, pelo horror de continuar vivo (‘devia ter-me matado aos 37 anos’), a arrastar pelas ruas uma existência vazia de sentido; de outro, pela gloriosa afirmação da vida plena: ‘com minha bicicleta voadora / atravesso as nuvens cheias de chuva / e pedalo de encontro ao infinito / ... / com minha bicicleta voadora / sou herói de mim mesmo’. Quanto mais dramática é a cólera com que o poeta se pune, mais diáfana é a ternura com que se autoabsolve – como ao voltar das ruas com ‘o bolso cheio de estrelas, / ... / às vezes algumas luas nas mãos’”.Álvaro Alves de Faria é um dos nomes mais significativos da Geração 60 de Poetas de São Paulo e autor de mais de 50 livros nos gêneros, novela, romance, ensaio literário, teatro e poesia. Recebeu, por duas vezes, o Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro (1976 e 1983) e, por três vezes, o Prêmio Especial da Associação Paulista de Críticos de Arte (1981,1988 e 1989), pelo trabalho desenvolvido no jornalismo cultural em defesa do livro.Sua peça de teatro Salve-se quem puder que o jardim está pegando fogo ganhou o Prêmio Anchieta para Teatro, um dos mais importantes dos anos 1970. A peça, no entanto, foi proibida 15 dias antes da estreia e permaneceucensurada até a abertura política. Nos anos 1960 deu início aos recitais públicos de poesia em São Paulo, quando lançou seu livro O sermão do viaduto, em pleno Viaduto do Chá, cartão-postal da cidade. Com um microfone e quatro alto-falantes realizou nove recitais no local e foi preso cinco vezes como subversivo pelo Departamento de Ordem Pública e Social (DOPS). Voltou a ser detido em 1969, por desenhar os cartazes do Partido Socialista Brasileiro.Há 15 anos dedica-se à poesia de Portugal, país onde tem 11 livros publicados. Essa trajetória, na terra de seus pais, começou quando representou o Brasil no Terceiro Encontro Internacional de Poetas na Universidade de Coimbra, em 1998, a convite de Graça Capinha. Foi o poeta homenageado no X Encontro de Poetas Ibero-americanos, em 2007, em Salamanca, na Espanha, convidado pelo poeta peruano-espanhol Alfredo Perez Alencart, da Universidade de Salamanca. Teve publicada, no evento, a antologia de poemas Habitación de olvidos (Fundación Salamanca Ciudad de Cultura), com seleção e tradução de Alfredo Perez Alencart. Participa de mais de 70 antologias de poesia e contos no Brasil e no exterior. Sua obra é traduzida para o espanhol, francês, italiano, inglês, japonês e servo-croata.O leitor de O uso do punhal terá uma grata surpresa ao usar uma lente para observar o olho da ave presente na capa. Ao pegar na mãoo pequeno corpodesse pássaro morto,sinto o tamanhode minha insignificâncianeste universoque não me pertence. Álvaro Alves de Faria

Ficha técnica

Autor
Faria, Álvaro Alves de, Álvaro Alves de Faria, Faria, Álvaro Alves de
Editora
UNIVERSO DOS LIVROS, Escrituras
Formato
BOOK
Encadernação
Capa comum
ISBN
9788575314784
EAN
9788575314784
Ano de Publicação
2013
Número de Páginas
96
Dimensões
23 x 16 x 0.8 cm
Peso
0.18 kg
Idioma
pt-BR
Edição
1
SKU
cad9f228601d

Histórico de preços