No mundo sem chão: escritos sobre arte: - Duarte, Paulo Sérgio (Autor), Martins, Sergio

No mundo sem chão: escritos sobre arte:

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Ano 2023Páginas 472Formato BOOKISBN 9786556911311

Sobre o livro

No mundo sem chão: escritos sobre arte reúne textos do crítico de arte, curador e pesquisador Paulo Sergio Duarte, percorrendo toda a sua produção, dos anos 1970 à atualidade. Organizado pelo historiador da arte Sérgio Martins, o volume inclui um escrito de publicação inédita em português (“O significado da produção”, sobre a obra de Antonio Dias, escrito originalmente em italiano) e abrange textos sobre artistas formativos brasileiros — como Antonio Dias, Iole de Freitas, Tunga, Waltercio Caldas; outros artistas relevantes — Carlos Vergara, Jorge Guinle, Lygia Clark, Nelson Felix, entre outros; e estudos sobre arte de forma ampla. A edição conta, ainda, com uma entrevista com Paulo Sergio Duarte conduzida por Fred Coelho, Iole de Freitas, Luisa Duarte, Luiz Camillo Osório e Sérgio Martins, feita exclusivamente para a publicação deste livro; um caderno de imagens, com obras referenciadas ao longo do livro; e uma breve cronologia da trajetória de Paulo Sergio Duarte, mapeando sua diversa atuação intelectual, que passa pela administração pública, instituições de ensino e curadoria da 5ª Bienal do Mercosul. Trechos “[...] nesse espaço, onde todos os gatos são pardos, certas vezes o processo de produção do trabalho é importante ponto de referência. Só assim poderemos notar como o rebaixamento da concretização material do trabalho, de sua realização empírica, no caso das artes plásticas, a proveito da reflexão sobre sua produção, ao nível da ideia, degrada de um modo positivo a posição tradicional do sujeito da contemplação, consumidor por excelência de artes visuais, conduzindo-o a reflexão ou a fuga pela rejeição primária.” “Mas esse olhar desconexo tem que se chocar com um processo em que as cartas estão marcadas e os dados viciados para neutralizar o ‘estrangeiro’, o ‘desconhecido’. Essa é a jogada-chave da mecânica passiva da História. Por um instante, o reluzir frágil do novo cintila sobre o universo opaco do saber dominante. Logo captado, a tradição aponta como efêmera a diferença, ou reclama a paternidade da obra. A relação de forças postas em jogo é de uma desproporção brutal. Como em qualquer manifestação de cultura, temos, de um lado, o universo estéril do automatismo da reprodução, orientada pela repetição e para a repetição, privilegiando uma certa mimese: a reprodução do sucesso do outro. Em oposição, o novo, trazendo a marca da incompatibilidade, forja uma trilha diversa em busca de sua identidade.” Sobre o autor Paulo Sergio Duarte é crítico, professor de história da arte e curador. Até março de 2020 foi pesquisador do Centro de Estudos Sociais Aplicados – CESAP – da Universidade Candido Mendes, onde dirigiu o Centro Cultural Candido Mendes. Exerceu diversos cargos públicos na direção de instituições da educação e da cultura. Entre outros, implantou o Núcleo de Arte Contemporânea – NAC (com Antonio Dias e Francisco Pereira) da Universidade Federal da Paraíba – UFPb (1978-1979); projetou e implantou o programa Espaço Arte Brasileira Contemporânea – Espaço ABC – da Funarte (com Glória Ferreira) (1979-1983); dirigiu o Instituto Nacional de Artes Plásticas da Funarte – INAP (1981-1983); atuou como Assessor-Chefe do Rioarte, na Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro (1983-84); Assessor de Modernização Administrativa da Secretaria Municipal de Educação e Cultura do Rio de Janeiro (1984); Chefe de Gabinete da Secretaria Municipal de Educação e Cultura do Rio de Janeiro (1985-86); Diretor Geral do Paço Imperial – IPHAN/Pró-Memória (1986-1990); Subsecretário de Educação do Estado do Rio de Janeiro (1991-93) e membro do grupo de implantação da Universidade Estadual Norte Fluminense – UENF (1991-1995). Foi curador de muitas exposições individuais e coletivas de diferentes portes. Publicou os livros Antonio Dias (com Achille Bonito Oliva) (São Paulo: Cosac Naify / APC, 2015); Arte Brasileira Contemporânea – um prelúdio (Rio de Janeiro: Instituto Plajap, 2008); A Trilha da Trama e outros textos sobre arte (Rio de Janeiro: Funarte, 2004, 2ª edição, 2009); Carlos Vergara (Porto Alegre: Santander Cultural, 2003); Waltercio Caldas (São Paulo: Cosac Naify, 2001); e Anos 60 – Transformações da arte no Brasil (Rio de Janeiro: Campos Gerais, 1998); além de diversos textos sobre arte moderna e contemporânea em livros, catálogos e periódicos. Sobre o organizador do livro Sérgio Bruno Martins é crítico, historiador da arte e professor do Departamento de História da PUC-Rio. Mestre e doutor em História da Arte pela University College of London (UCL). Foi editor convidado do número especial “Bursting on the Scene: Looking Back at Brazilian Art”, do periódico Third Text, e é autor do livro Constructing an Avant-Garde: Art in Brazil, 1949-1979 (2013). Tem experiência nas áreas de crítica e história da arte, atuando principalmente nos seguintes temas: arte e vanguarda no Brasil; o legado moderno e o problema da autonomia artística na arte contemporânea; relação entre visualidade e escrita nas artes; ideologia do espaço urbano.

Ficha técnica

Autor
Duarte, Paulo Sérgio (Autor), Martins, Sergio, Paulo Sérgio Duarte
Editora
Editora Cobogó
Formato
BOOK
Encadernação
Capa comum
ISBN
9786556911311
EAN
9786556911311
Ano de Publicação
2023
Número de Páginas
472
Dimensões
22.5 x 15 x 2 cm
Peso
0.5 kg
Idioma
pt-BR
Edição
1
SKU
5c41c1f09baf

Histórico de preços