
Ministério público estratégico - antirracista: uma travessia necessária - 2ª ed - 2023 - volume 3
Sobre o livro
"É com muita honra e consciência de nossa gigantesca responsabilidade que apresentamos o terceiro volume da coletânea intitulada 'Ministério Público Estratégico' com o título 'Ministério Público Estratégico Antirracista – A Travessia Necessária'._x000D_ _x000D_ O título, por si só, não apenas anuncia o tema sobre o qual os 30 (trinta) artigos que compõem esse livro vão se debruçar, como também enuncia uma posição institucional: há uma luta, ainda não superada, a ser enxergada e travada contra o racismo e o Ministério Público não se furtará a ela._x000D_ _x000D_ Como o próprio título deixa claro não há neutralidade possível nesse tema._x000D_ _x000D_ Partimos de uma posição em relação ao racismo que é a posição cravada por Ângela Davis de que, mais do que não ser racistas, precisamos ser antirracistas, ou seja, estarmos proativos e não apenas reativos em relação ao enfrentamento do racismo em suas múltiplas expressões: estrutural, institucional, intersubjetivo e outros._x000D_ _x000D_ É o movimento que nos importa, subjetivo e institucional, de inquietude,_x000D_ _x000D_ irresignação, espanto, enfrentamento e construção. O termo travessia não é casual. Avançar nesse tema em um país marcado pela cultura colonial, dominado pela branquitude, sobretudo em instituições que refletem esses paradigmas, não é tarefa fácil e linear. Mas estamos dispostos a essa travessia porque reconhecemos que ela é necessária a todos que estão, de verdade, implicados eticamente com os princípios da Constituição Federal, sobretudo de seus artigos 1° e 3°, que sacramentam um Estado Democrático de Direito fundado na luta por uma sociedade livre, justa e solidária, que enfrenta as desigualdades e discriminações._x000D_ _x000D_ Nesse compromisso de enfrentamento ao racismo falamos da infância negra no Brasil, da parca representatividade política da população negra e dos desafios de uma efetiva política afirmativa. Posicionamos o enfrentamento ao racismo no cenário internacional e conceituamos as diversas formas de expressão do racismo (institucional, estrutural, ambiental, recreativo, religioso). Não olvidamos da interseccionalidade entre raça, gênero e classe e também da perspectiva do capacitismo e da diversidade: enxergamos os homens e mulheres negras com deficiência e trans gritando que querem existir. Nos inquieta uma Justiça Juvenil e uma Justiça Penal racistas. Vislumbramos esperança na perspectiva de uma Justiça Restaurativa e da autocomposição no enfrentamento do racismo, de uma educação antirracista e de uma rede como política institucional que enxergue a importância singular de cada um dos integrantes da instituição, independentemente da função que desempenhem. Projetos concretos na capital e no Vale do Ribeira são destacados e as comunidades quilombolas e indígenas também ganham espaço em nossa rotina de trabalho e estudo. O professor universitário_x000D_ _x000D_ traz reflexões para além do direito, lembrando que filosofia, psicanálise e saberes humanísticos, em geral, importam para todas as pessoas que cuidam de pessoas._x000D_ _x000D_ _x000D_ _x000D_ Trecho da apresentação de_x000D_ _x000D_ Mario Augusto Vicente Malaquias_x000D_ _x000D_ Susana Henriques da Costa_x000D_ _x000D_ Cristiane Corrêa de Souza Hillal
Ficha técnica
- Autor
- Morais, Adriana de, Adriana de Morais
- Editora
- Editora Foco
- Formato
- EBOOK
- ISBN
- 9786555157802
- EAN
- 9786555157802
- Ano de Publicação
- 2025
- Número de Páginas
- 474
- Dimensões
- x x cm
- Idioma
- pt-BR
- Edição
- 2
- SKU
- 9786555157802





