
Meus mortos: um autorretrato
Sobre o livro
Diogo Mainardi encara a arte, a morte e a própria decadência em um livro implacável. Entre ruínas venezianas e pinturas de Tiziano, ele transforma o fracasso — estético, existencial e humano — em linguagem, e a linguagem em rendição. Com ironia e um desespero quase sublime, a graphic novel de não ficção Meus mortos é o retrato impiedoso de um tempo sem transcendência.
Diogo Mainardi perambula por Veneza, seguindo o rastro de Tiziano, acompanhado por seu cachorro e fotografado por seu filho Nico.
De peste em peste, de morte em morte, ele reflete pateticamente sobre seu fracasso individual e — mais ainda — sobre o fracasso coletivo de seu tempo. Incapaz de qualquer forma de transcendência, apropria-se da arte desesperada e sublime do maior pintor da História, que retratou melhor do que ninguém nossos fracassos individuais e coletivos — assim como o sexo, o poder, a bestialidade humana, a brutalidade dos deuses e o fim dos tempos.
Durante esses itinerários venezianos, a linguagem do grande pintor esmaga a do pequeno escritor. As imagens asfixiam as palavras. Mas não se trata apenas de uma supremacia estética. A pincelada de Tiziano confere uma forma e uma cor — e, em certos momentos, até mesmo um arremedo de sentido — à pequeneza do escritor.
Em seu testamento literário, Diogo Mainardi despe-se completamente e, com as nádegas de fora, ostenta sua derrota.
Ficha técnica
- Autor
- Diogo Mainardi, Mainardi, Diogo
- Editora
- Grupo Editorial Record, Record
- Formato
- BOOK
- Encadernação
- Capa comum
- ISBN
- 9788501920348
- EAN
- 9788501920348
- Ano de Publicação
- 2025
- Número de Páginas
- 288
- Dimensões
- 22.5 x 15.5 x 1.7 cm
- Peso
- 0.49 kg
- Idioma
- pt-BR
- Edição
- 1





