
Melhor não contar:
Sobre o livro
Melhor não contar abre com uma cena iniciática: aos dez anos, a protagonista relaxa numa piscina, na companhia da mãe e do padrasto. Sem ter chegado ainda à puberdade, se desfaz da parte de cima do biquíni e desfruta da inocência sob o sol e o vento. O sossego é interrompido quando o padrasto, um aclamado cineasta, apresenta o esboço do desenho de observação que fizera há pouco — ali está a menina, retratada naquele momento, com um detalhe que foi impossível passar desapercebido: “Seus mamilos, apontando um para cada extremidade do papel, chamam a atenção. Há mais tinta neles, foram desenhados com força. Estão eretos, reparo”. Esse acontecimento marcaria o fim da infância daquela menina, filha de uma intelectual e jornalista pioneira, uma mulher de espírito e vitalidade incomuns. E, a despeito disso — como repara a narradora, já adulta —, até mesmo essa mãe poderosa e aparentemente imbatível teve que se haver com os flutuantes desejos masculinos e as desigualdades gritantes entre os gêneros. Na vida e na arte. Fazendo do título do livro um paradoxo brilhante, a narradora resolve então contar tudo (ou quase): da doença galopante que vai tirar a mãe do seu convívio ainda na juventude à reação de um companheiro a um aborto da protagonista já madura e morando no exterior. E faz ainda mais: reflete sobre a diferença entre mulheres e homens na hora de narrar uma história.
Ficha técnica
- Autor
- Levy, Tatiana Salem, Tatiana Salem Levy
- Editora
- Todavia Livros
- Formato
- BOOK
- Encadernação
- Capa comum
- ISBN
- 9786556926032
- EAN
- 9786556926032
- Ano de Publicação
- 2024
- Número de Páginas
- 224
- Dimensões
- 20.8 x 13.5 x 1.3 cm
- Peso
- 0.295 kg
- Idioma
- pt-BR
- Edição
- 1
- SKU
- 0a8888f6059e





