
Lógica jurídica: uma análise linguística das regras de predicação e intermediação de conceitos jurídicos
Sobre o livro
Porque estudar lógica jurídica? Se uma questão, qualquer que seja ela, de concurso ou não, não é propriamente lógica, não quer dizer que a lógica não esteja no fundamento do raciocínio que orienta a estrutura sintática, semântica e pragmática dessa questão. Se não, vejamos: da implicação das assertivas “você deve manter as suas promessas”, “essa é uma das suas promessas” e “logo, você deve manter essa promessa”, a conclusão carece de validade lógica, pois não é logicamente necessário que um sujeito que estabelece uma regra geral deva também estabelecer a aplicação particular dessa regra. E se isso está implicado com a maior extensionalidade do termo do predicado em relação ao termo do sujeito, com a non distributio medii, com a dedução da causa pela conseqüência ou com o sentido explicado originariamente pela implicação de [p e/ou q] e q ser igual a q e de [p e/ou q] e p ser igual a, então, o litígio entre Protágoras e Eulato é de fácil solução por não implicar o contraditório, mas, não necessariamente. Pensemos, então, o problema. Protágoras (Grécia, Séc. V a.C.) lecionava a arte das alegações nos tribunais. Eulato queria aprender, mas, como não podia pagar por seus estudos, fez um acordo com Protágoras, mediante o qual este lhe daria as lições, mas não receberia pagamento algum, enquanto Eulato não ganhasse seu primeiro caso no tribunal.
Ficha técnica
- Autor
- Ávila, Luiz Augusto Lima de, Luiz Augusto Lima de Ávila
- Editora
- Arraes Editores
- Formato
- BOOK
- Encadernação
- Capa comum
- ISBN
- 9788562741982
- EAN
- 9788562741982
- Ano de Publicação
- 2013
- Número de Páginas
- 280
- Dimensões
- 23 x 16 x 1.7 cm
- Peso
- 0.45 kg
- Idioma
- pt-BR
- Edição
- 1
- SKU
- ca777d72a877





