Joias do Rio - Braga

Joias do Rio

R$ 84,00
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Ano 2018Páginas 164Formato BOOKISBN 9788579395710

Sobre o livro

Esforcei-me por falar bastante sobre o Rio em toda a minha vida. Por amor. Falar sobre a gente do Rio, a história, a filosofia do Rio, a geografia do Rio. Senti então vontade de falar sobre as feições mais ricas do Rio, as belezas especiais, as joias do Rio. As joias do meu coração. Escolhi treze, que é o meu número. Afastei, empurrei as outras que são muitas; conheço todas, já fi z campanhas, fui síndico. Poderiam ser cento e trinta ou até mil e trezentas, mas acariciei essas treze. Dormi várias noites sobre elas. E um dia acordei com catorze. Rejeitei, rejeitei várias vezes e recontei, queria treze. E eram catorze. Bem; ei-las. R. Saturnino Braga ---------------------------------------------- Quem conhece, já ouviu ou leu algum texto de Roberto Saturnino Braga, sabe que ele é um carioca militante. Sempre que pode, fala e escreve sobre a sua cidade, cheio de amor a seu povo, a sua história, a filosofia do Rio, a sua geografia. Em “Joias do Rio”, um livro de crônicas, Saturnino não se desmente e elege 14 sítios emblemáticos da cidade – as suas “catorze belezas essenciais” – como objeto principal e único de suas narrativas. Engana-se, porém, quem supor que, face ao momento crítico que atravessa o Rio, o escritor tenha se deixado levar por um clima nostálgico e melancólico. O livro é delicioso de se ler, sem nenhum saudosismo, um tour inteligente e rico de informações pelos recantos mais bonitos da cidade, uma redescoberta de um Rio de Janeiro que ainda existe e tem mil histórias para contar. Nesta viagem pelo tempo e espaço descobrimos, só para dar um exemplo, que o túnel que liga o Botafogo a Copacabana foi construído no final dos anos 1800 e inaugurado pelo então presidente Floriano Peixoto; que Figueiredo Magalhães era um médico importante de Copa e que o Peixoto era um sorridente português dono da chácara que veio a se tornar o não menos simpático bairro Peixoto. Da Lagoa Rodrigo de Freitas, ele faz uma verdadeira arqueologia sobrepondo as suas diversas fases, e com pitadas anedóticas: vocês sabiam que Rodrigo de Freitas era o jovem amante (e depois marido) da já balzaquiana Dona Petronilha, proprietária da fazenda que ladeava o lago? E para quem quiser pular etapas, duas dicas: delicie-se com a crônica Jardim Botânico, uma ode à vida, um passeio pela memória e pelo afeto, por “este sítio que é a própria divindade, a natureza, aberta, olorosa e acolhedora a qualquer um”. E com a cronica Praça Mauá, e seus olhos voltados para o novo e para o futuro: “Que benfazeja revolução, a Nova Praça dos anos dois mil”. Sobre o autor: Roberto Saturnino Braga nasceu no Rio de Janeiro em 1931.Engenheiro de formação, funcionário de carreira do BNDES, embrenhou-se desde cedo pela politica, tendo sido deputado federal, prefeito do Rio de Janeiro, vereador e senador por três mandatos. Dedica-se hoje a escrever textos políticos e literários. É autor de Meu Querido Brasil (Alameda), entre outros. É atualmente diretor-presidente do Centro Internacional Celso Furtado e do Instituto Casa Grande.

Ficha técnica

Autor
Braga, R. Saturnino, R. Saturnino Braga
Editora
Alameda Editorial
Formato
BOOK
ISBN
9788579395710
EAN
9788579395710
Ano de Publicação
2018
Número de Páginas
164
Dimensões
20.5 x 18 x 1 cm
Peso
0.41 kg
Idioma
pt-BR
Edição
1
SKU
9788579395710

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