Palavras têm vida própria. Às vezes ficam em estado sonolento, se deixando ser usadas, brincando com a boca da gente. Têm vezes que abrem os olhos e embaraçam a língua das pessoas. Outras, se escondem tão bem escondidas, que a gente procura, procura, procura, e não acha de jeito nenhum. Mas tem vezes que, de tanto serem chamadas, acabam se transformando em desejos e se tornam mágicas.