-29%Correndo o risco da topologia e da poesia: expandir a psicanálise
Sobre o livro
Lacan correu o risco da topologia desde o início. A partir de 1953, basta ver seus Escritos em que ele relaciona a estrutura da fala ao toro. Sem correr esse risco, ele não teria conseguido inventar nem o objeto a nem o real borromeano. Ele também correu o risco da poesia. Desde 1933, ao publicar “Hiatus irrationalis”, soneto diretamente inspirado por sua leitura da tese que Koyré acabara de lhe dedicar, da mística de Jacob Böehme, e na qual flui a torrente do gozo feminino.
Para que serve a topologia borromeana? Serve para cingir o furo, o verdadeiro, seus pontos de entrave e rangidos (portanto, de gozo). Esse verdadeiro furo da estrutura é o que a poesia tenta não voltar a tapar. “A poesia não mais se impõe, ela se expõe”, escreve Paul Celan. A psicanálise também.
Extrair algumas consequências clínicas e estruturais dessa escrita do real borromeano que Lacan inventou é o que tenta fazer este livro, que reúne uma seleção de trabalhos e apresentações do autor nestes últimos dez anos.
Michel Bousseyroux
Excerto adaptado do Preâmbulo
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Prefácios de Albert Nguyên (edição francesa)
e Conrado Ramos (edição brasileira)
Ficha técnica
- Autor
- Bousseyroux, Michel, Michel Bousseyroux
- Editora
- Blucher
- Formato
- BOOK
- ISBN
- 9788521224730
- EAN
- 9788521224730
- Ano de Publicação
- 2025
- Número de Páginas
- 448
- Dimensões
- 21 x 14 x 2.5 cm
- Peso
- 0.553 kg
- Idioma
- pt-BR
- Edição
- 1
- SKU
- 465cd39fc976





