Como uma sede de ser homem, ainda: - Okundji, Gabriel Mwene

Como uma sede de ser homem, ainda:

R$ 70,68
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Ano 2025Páginas 288Formato BOOKISBN 9788566122251

Sobre o livro

Gabriel Mwene Okoundji é reconhecido como uma das grandes vozes da poesia africana de língua francesa nas últimas décadas. Sua obra, fluida e magnificamente clara, é uma busca fervorosa pelas origens naturais e míticas, um eco da palavra ancestral, que dialoga com a terra original e nos recorda a poesia de Léopold Senghor. Nascido no Congo, em 1962, e radicado na França, sua extensa obra obteve premiações importantes, entre elas, o Prix de Poésie Contemporaine PoésYvelines (2008), o Grand Prix Littéraire d’Afrique Noir (2010), o Prêmio Léopold Sédar Senghor de Poesia do Cenáculo Europeu Francófono (2014) e o Prêmio Internacional de Poesia Benjamin Fondane (2016). Como uma sede de ser homem, ainda, primeira antologia em português do poeta franco-congolês, inclui poemas do Ciclo de um céu azul (1996), Segundo poema — Poema do chão da infância (1998), A alma ferida de um elefante preto (2002), Vento louco me bate (2003), Prece aos ancestrais (2008), Estelas do raiar do dia — Diálogos entre a Ampili e o Pampu (2011) e Cantos do grão semeado (2014). Os acontecimentos da vida pessoal do autor e da vida social do seu país, permeados pela tentativa de reconstrução íntima e coletiva no período pós-independência, são abordados e reinventados com recursos estéticos próprios da escrita poética, tais como o emprego intencional de metáforas, a variação entre versos curtos e longos, a disposição dos textos com a intenção de explorar seus efeitos visuais e sonoros. A poesia de Gabriel Mwene Okundji aborda as lutas pela independência de seu território de origem, a defesa da liberdade de pensamento e de expressão, a valorização das identidades étnicas e culturais a partir do reconhecimento de sua pluralidade interna, a crítica às tentativas de homogeneização das identidades étnico-culturais em função de um projeto de nacionalismo dependente e o intercâmbio entre suportes de expressão, que incluem as interferências sobre a herança linguística do colonizador, o uso das línguas locais e a interação entre recursos da oralidade e da escrita. Segundo o poeta Edimilson de Almeida Pereira, que assina o posfácio da presente publicação, “a violência e o medo, a contradição e o engano, bem como a beleza e a sensibilidade, a cooperação e o sonho estão no tecido dessa antologia. Num tempo de rupturas dos pactos que sustentam a vida em comunidade, a obra de Okundji — sem ignorar a herança histórica dessas rupturas — demonstra a importância de recuperarmos ‘a sensibilidade necessária ao humano em sua relação com o cosmo’”. Para Guilherme Gontijo Flores, tradutor da antologia, a poesia de Gabriel Mwene Okundji é de uma potência que muito raramente encontrada em livros. “Nela vemos a um só tempo a força da escrita e a mutabilidade da fala, o assentamento na ancestralidade e o devir do presente, em suma, a poesia como filosofia, história, rito e congregação de uma coletividade. Ela tem sua estética, que é poderosíssima, mas é como se aqui o esteticismo de fato devesse ceder a uma força vital que, em seu animismo assumido e em seu reconhecimento da tradição teghe desdobrado em língua francesa, pedisse para circular seu movimento por outros lugares.” Para a primeira publicação em português da obra Gabriel Mwene Okundi foi acrescentado ao volume o texto em prosa Aprender a dar, aprender a receber, que é um verdadeiro testamento poético em vida de Okundji.

Ficha técnica

Autor
Okundji, Gabriel Mwene, Gabriel Mwene Okundji
Editora
ARS ET VITA
Formato
BOOK
Encadernação
Capa comum
ISBN
9788566122251
EAN
9788566122251
Ano de Publicação
2025
Número de Páginas
288
Dimensões
22 x 13 x 1.5 cm
Peso
0.4 kg
Idioma
pt-BR
Edição
1
SKU
2390de1f9a36

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