
Cães de guarda: jornalistas e censores, do AI-5 à Constituição de 1988
Sobre o livro
Doutora em História Social, Beatriz Kushnir lança, nos 40 anos do golpe de 1964, livro nascido de intensa pesquisa sobre um dos aspectos fundamentais do regime militar: sua relação com os órgãos de imprensa, da censura à colaboração. 'O objetivo é iluminar um território sombrio e desconfortável: a existência de jornalistas que foram censores federais e que também foram policiais enquanto exerciam a função de jornalistas nas redações', explica Beatriz na introdução do livro.A pesquisadora explora a formação, as bases jurídicas e as diretrizes que orientavam o trabalho da censura, baseando-se em extensa pesquisa documental, além de entrevistas, inclusive com onze censores - aspecto inédito - cujo trabalho era 'filtrar', na imprensa e nas artes, o que incomodasse o regime não só no campo político, como também na cultura e até no campo da moral. Outro foco do trabalho é a cumplicidade da imprensa, especialmente da Folha da Tarde - veículo onde trabalhavam vários militantes de esquerda até a época em que o jornal ficou conhecido como Diário Oficial da Oban (Operação Bandeirantes) - com o regime militar e seu aparelho repressivo: os diretores do jornal eram ao mesmo tempo funcionários da polícia, reconhecidamente. Eles mesmos confirmam em entrevistas.O livro toca num tema delicado, e indiretamente critica historiadores de renome que fazem a história da imprensa 'esquecendo' o caso da FT. Cães de guarda explora os limites entre a censura, a autoccensura dos jornalistas e a complicada convivência entre governo e imprensa durante a ditadura militar.
Ficha técnica
- Autor
- Kushnir, Beatriz, Beatriz Kushnir
- Editora
- Boitempo Editorial
- Formato
- BOOK
- Encadernação
- Capa comum
- ISBN
- 9788575590447
- EAN
- 9788575590447
- Ano de Publicação
- 2004
- Número de Páginas
- 408
- Dimensões
- 23 x 16 x 1 cm
- Peso
- 0.58 kg
- Idioma
- pt-BR
- Edição
- 1
- SKU
- 084c3cf4df57





