Silvia Federici, nascida em Parma, Itália, em 20 de abril de 1942, é uma renomada acadêmica, ativista e teórica feminista ítalo-americana. Ela é uma figura central no movimento "Salário para o Trabalho Doméstico" e é amplamente reconhecida por sua análise crítica da relação entre capitalismo, patriarcado e a opressão histórica das mulheres. Sua obra mais influente, "Calibã e a Bruxa: Mulheres, Corpo e Acumulação Primitiva", reinterpreta a transição para o capitalismo a partir de uma perspectiva feminista, destacando o papel das caças às bruxas e da subjugação do corpo e do trabalho feminino. Federici argumenta que a acumulação primitiva é um processo contínuo, essencial para a reprodução do capital. Seus escritos defendem a política dos comuns e a justiça reprodutiva, oferecendo uma crítica profunda às estruturas de poder capitalistas. Ela lecionou na Hofstra University e continua a ser uma voz proeminente no marxismo autonomista e na teoria feminista contemporânea.