Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac (Rio de Janeiro, 16 de dezembro de 1865 – Rio de Janeiro, 28 de dezembro de 1918) foi um poeta, jornalista, cronista e contista brasileiro. Alcunhado "príncipe dos poetas brasileiros", é considerado o principal autor do parnasianismo no país. Junto com Alberto de Oliveira e Raimundo Correia, integrou a chamada "tríade parnasiana brasileira".
Sua obra poética ficou conhecida não só pelo rigor formal parnasiano, o qual ensinou no livro Tratado de versificação que publicou com Guimarães Passos em 1910, mas também pela divulgação de valores cívicos, nacionalistas e republicanos. A maior parte de seus poemas, dentre eles a Profissão de Fé, a série de sonetos Via Láctea e o pequeno épico O Caçador de Esmeraldas, foi reunida no livro Poesias, publicado em 1888 e ampliado em 1902. Escreveu, ainda, poemas voltados para o público infantil, reunidos no livro Poesias infantis de 1904, e em sua última obra, o livro de sonetos Tarde, publicado em 1919, sofreu alguma influência do simbolismo.
Além de sua carreira poética, foi também uma importante figura pública durante a Primeira República Brasileira, tendo sido membro fundador da Academia Brasileira de Letras, defensor do serviço militar obrigatório, opositor político do governo de Floriano Peixoto e letrista do Hino à Bandeira do Brasil.