Eduardo Viveiros de Castro é um renomado antropólogo brasileiro, nascido no Rio de Janeiro em 1951. Ele é professor titular do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e um dos mais influentes pensadores contemporâneos na área da antropologia. Sua obra é marcada por uma profunda reflexão sobre o pensamento ameríndio, especialmente a partir de sua pesquisa com os Araweté, povo tupi da Amazônia. Viveiros de Castro desenvolveu conceitos como o perspectivismo ameríndio e o multinaturalismo, que propõem uma nova abordagem para entender as relações entre humanos e não-humanos. Entre suas publicações mais importantes estão "Araweté: um povo tupi da Amazônia", "A inconstância da alma selvagem" e "Metafísicas canibais", que consolidaram sua posição como um dos principais teóricos da antropologia pós-estruturalista. Seu trabalho tem impactado não apenas a antropologia, mas também a filosofia e os estudos decoloniais, oferecendo ferramentas conceituais para repensar a modernidade e a relação com a alteridade.