Ailton Krenak é um líder indígena, ambientalista, filósofo e escritor brasileiro do povo Krenak, nascido em Minas Gerais. Ele se tornou uma voz proeminente na defesa dos direitos dos povos indígenas e da preservação ambiental no Brasil e internacionalmente. Sua atuação ganhou destaque na Assembleia Constituinte de 1987-1988, onde proferiu um discurso marcante pintando o rosto de preto em protesto. Krenak é autor de obras influentes como "Ideias para adiar o fim do mundo", "Futuro ancestral" e "A vida não é útil", que propõem uma reflexão crítica sobre a relação da humanidade com a natureza e o futuro do planeta. Seus escritos e palestras abordam a importância da cosmovisão indígena para repensar modelos de desenvolvimento e consumo. Ele é um defensor incansável da diversidade cultural e biológica, e suas ideias ressoam em debates contemporâneos sobre ecologia e sustentabilidade. Em 2023, foi eleito para a Academia Brasileira de Letras, tornando-se o primeiro indígena a ocupar uma cadeira na instituição.