
Sobre o livro
Na abertura de seu texto luminoso, Roberto Conduru coloca o leitor diante de um conjunto de questões perturbadoras, ao elencar interrogações em torno da definição do que vem a ser arte afrobrasileira. Depois, aborda muitas contribuições artísticas dos africanos sequestrados pelo tráfico e trazidos ao Brasil, ao longo de quatro séculos, e de seus descendentes, até hoje. O autor analisa a arte sacra, resgatada pela memória, pela oralidade, pelo fervor religioso, nos templos de candomblé, xangô, mina e batuque,que se irradiaram do Maranhão ao Rio Grande do Sul, e pelas elaborações dos terreiros de umbanda, uma religião “brasileira” por excelência. Nessa arte inspiraram-se artistas como Mestre Didi, Rubem Valentim, Abdias Nascimento, Emanoel Araújo e Carybé, entre tantos outros, cuja obra, prestigiosa e reconhecida, é analisada com grande originalidade. Roberto Conduru também se refere às representações da negritude sob o olhar etnocêntrico de artistas europeus, além de certa pintura histórica que apresenta uma visão falseada da condição do negro e de sua ativa luta pela liberdade. Seu texto se encerra mostrando como o imaginário religioso ainda é o ponto de conexão mais frequente de artistas com a cultura afrobrasileira, não se limitando, porém, a esse veio. A opressão sofrida pela mulher negra, a reafirmação da negritude, a transgressão, a revolta contra a censura e o racismo, são alguns dos temas expressos através de variadas linguagens artísticas. Questões que são esmiuçadas pelo autor, nesta que é uma das mais fecundas contribuições ao entendimento do que seja uma arte afro-brasileira.
Ficha técnica
- Autor
- Roberto, Conduru, Roberto Conduru
- Editora
- C/Arte
- Formato
- BOOK
- ISBN
- 9786588910085
- EAN
- 9786588910085
- Ano de Publicação
- 2025
- Número de Páginas
- 128
- Dimensões
- 24 x 16 x 1 cm
- Peso
- 0.35 kg
- Idioma
- pt-BR
- Edição
- 2
- SKU
- 9786588910085





