A viajante do bem: - Oliveira, Luciene Aguiar

A viajante do bem:

R$ 33,97
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Ano 2022Páginas 116Formato BookISBN 9786553611214

Sobre o livro

*** A cadelinha Lua, após viver um percurso de aventuras e desventuras, passa a morar com um papagaio inteligente e debochado, na casa de uma professora que também tem uma vida agitada. É durante essa inusitada convivência entre dois animais tão distintos que o enredo se constrói, porque, sim, o papagaio astuto se debruça a escutar as memórias das andanças de Lua. Isso porque a trajetória de Lua, desde que fora “sequestrada por humanos”, ao nascer, é marcada por atitudes distintas: ora abandono, ora acolhimento; ora afeto, ora maltrato. Vivendo nas casas de uns e de outros, sendo até expulsa e obrigada a viver nas ruas, era frequentemente espancada por garotos, bêbados e drogados. Passava sede, fome e frio. Dormia embaixo de pontes e de viadutos e, em uma atípica noite de chuva, foi violentamente espancada por um bando de garotos, que só a deixaram em paz quando viram-na desfalecer. Abandonaram-na no meio da rua, sob a chuva e o frio. Mas, de madrugada, uma pessoa a retira do meio da rua e a coloca sob a proteção da chuva debaixo de um banco, aquecida por jornais. Lua consegue, então, se reerguer com o único objetivo de sair dali e de encontrar um lugar mais seguro e tranquilo para ficar. Finalmente, encontra um antigo casarão abandonado numa ruazinha estreita e esburacada. Nesse casarão, ela faz amigos e descobre, ao entrar num quarto diferente, um mundo mágico que vai lhe revelar a verdadeira missão de sua vida. Existem muitas cadelinhas vivenciando amostras da história de Lua, e isso é suficiente para motivar, você, leitor, a mergulhar nesse enredo, pois, certamente, seu olhar será ressignificado. Mirian Alves Pereira *** A autêntica força de Luciene numa arte imorredoura Entendemos a literatura como a arte de contar bem uma história. É a palavra trabalhada como uma pedra preciosa nas mãos hábeis de um ourives. Ao longo das gerações, essas narrativas encantavam os homens e encerravam, ao mesmo tempo, o propósito de educá-los. É por essa razão que a literatura não acaba, não morre, porque é absolutamente necessária hoje para a nossa civilização e bem-estar. Prova disso são as bibliotecas e as livrarias permanentemente cheias de obras clássicas e atuais. O eminente professor e crítico Antonio Candido destaca que a literatura é um direito humano – como comer, beber, perceber um salário que permita a sobrevivência digna – porque todos nós temos a capacidade de fabular, de imaginar. Luciene Aguiar Oliveira vem, em boa hora e com admirável talento, oferecer-nos um texto de muita qualidade, que certamente agradará aos leitores mais exigentes. Escritores modernos como Jorge Amado, em O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá (1976), por exemplo, retomaram uma antiga tradição que imediatamente remete a Esopo e a La Fontaine: narrativas cujos personagens são os animais. Nestas fábulas modernas é que encontra o trabalho da baiana Luciene Aguiar Oliveira – trabalho vigoroso e interessante. O que encanta e surpreende na narrativa de Luciene são a construção das personagens e as situações que conduzem a história. Acompanhamos as reflexões e a saga de Lua, a protagonista, e as de seus amigos. (É inevitável, aqui, a lembrança da cachorra Baleia, de Vidas Secas, clássico de Graciliano Ramos, de 1938). No panorama atual da literatura, pode-se afirmar, com efeito, que Luciene Aguiar Oliveira chegou para ficar. * Teotônio Alves de Moura Júnior ***

Ficha técnica

Autor
Oliveira, Luciene Aguiar, Oliveira, Luciene Aguiar, Luciene Aguiar Oliveira
Editora
Kotter Editorial
Formato
Book
Encadernação
Capa comum
ISBN
9786553611214
EAN
9786553611214
Ano de Publicação
2022
Número de Páginas
116
Dimensões
23 x 16 x 1.5 cm
Peso
0.25 kg
Idioma
pt-BR
Edição
SKU
fc876c198d6a

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