
A memória política na época de seu desaparecimento:
Sobre o livro
POUCOS TRABALHOS ABORDAM, com intenção comparativa, a irrupção, os triunfos eleitorais e os experimentos governamentais das forças protofascistas — de claro caráter reacionário, ultraliberal e antidemocrático — no Brasil e na Argentina. O instigante ensaio de Javier Lifschitz é um deles, e o faz com foco nas complexas relações entre memória política, políticas de memória e os sujeitos que constroem e lutam por essas memórias. O autor também investiga as condições materiais, discursivas e subjetivas que possibilitaram a emergência e a permanência das extremas direitas. A tese que sustenta aponta os sérios riscos de apagamento das memórias políticas construídas durante as transições e as democracias pós-ditatoriais, as quais pareciam consolidadas como parte dos consensos políticos daquele período. Um exemplo é a luta por memória, verdade e justiça dos movimentos de direitos humanos diante dos crimes abjetos cometidos pelo terrorismo de Estado. O feroz ataque de Bolsonaro e Milei à própria ideia de direitos humanos, a sistemática desmontagem da políticas públicas existentes por seus governos e os discursos negacionistas revelam não apenas a intenção violenta de impor um manto de esquecimento sobre o “Nunca Mais” e o princípio da não repetição, mas também a pretensão de construir, sobre esse esquecimento, um regime memorial hegemônico. O livro de Javier chega em boa hora para alimentar o debate essencial sobre o que está em jogo e em disputa na atual conjuntura dos dois países. José María Gómez Núcleo de Direitos Humanos – PPGD Professor da PUC-Rio
Ficha técnica
- Autor
- Lifschitz, Javier Alejandro, Javier Alejandro Lifschitz
- Editora
- Mórula Editorial
- Formato
- BOOK
- Encadernação
- Capa comum
- ISBN
- 9786561281157
- EAN
- 9786561281157
- Ano de Publicação
- 2025
- Número de Páginas
- 134
- Dimensões
- 21 x 14 x 1 cm
- Peso
- 0.25 kg
- Idioma
- pt-BR
- Edição
- 1
- SKU
- 1234aceb9df2





